{"id":98,"date":"2015-10-09T23:56:08","date_gmt":"2015-10-09T23:56:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.iecomplex.com.br\/entrevista-terezinha-mendonca\/"},"modified":"2023-12-25T13:36:13","modified_gmt":"2023-12-25T13:36:13","slug":"entrevista-terezinha-mendonca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/iecomplex.com.br\/es\/entrevista-terezinha-mendonca\/","title":{"rendered":"Entrevista : Tereza Mendon\u00e7a Estarque"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<p class=\"MsoTitle\" style=\"text-align: left;\" align=\"left\">A Psican\u00e1lise no Cotidiano da Vida<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Entrevista : Tereza Mendon\u00e7a Estarque<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Psicanalista, Mestre em Psicologia PUC Rio<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Doutora em Ci\u00eancias Sociais PUCSP<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\" align=\"center\">Presidente do Instituto de Estudos da Complexidade<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: right;\" align=\"right\">Por Carlos Leal<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">A nossa entrevistada de hoje esteve em Nova Friburgo dia 31 de maio participando do XI Congresso M\u00e9dico da Regi\u00e3o Centro-Norte Fluminense e do Centro de Estudos da APNF-Associa\u00e7\u00e3o Psicanal\u00edtica de Nova Friburgo.\u00a0 Como psicanalista se interessa e vem estudando o impacto das novas tecnologias sobre o corpo e a mente das pessoas.\u00a0 Afinal, o primeiro ser humano <i>de proveta<\/i> j\u00e1 completou a maioridade.\u00a0 Os profissionais de sa\u00fade precisam estar preparados para as novas quest\u00f5es e conflitos que estas pessoas trar\u00e3o aos nossos consult\u00f3rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Nesta entrevista que nos concedeu Terezinha Mendon\u00e7a nos convida a pensar tamb\u00e9m sobre as quest\u00f5es \u00e9ticas que o advento das biotecnologias nos apresentam pois, do contr\u00e1rio, aquilo que deveria servir ao homem poder\u00e1 a vir a degrada-lo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoBodyTextIndent\">P. Voc\u00ea acredita que o desenvolvimento biotecnol\u00f3gico (fecunda\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio, clonagem, uso, transplantes de \u00f3rg\u00e3os oriundos de outras esp\u00e9cies, pr\u00f3teses cibern\u00e9ticas) ocorreu numa velocidade acima da capacidade do homem de absorve-los ?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-indent: 28.35pt;\">1) Sim, algumas produ\u00e7\u00f5es da biotecnoci\u00eancia s\u00e3o surpreendentes, impactantes e acontecem r\u00e1pido demais, suprimindo um tempo de elabora\u00e7\u00e3o que seria necess\u00e1rio para assimil\u00e1-las. Corremos o risco de incorpor\u00e1-las em estado bruto, sem uma reflex\u00e3o cr\u00edtica acerca dos caminhos que gostar\u00edamos de trilhar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-indent: 28.35pt;\">A aus\u00eancia ou encurtamento deste tempo de elabora\u00e7\u00e3o pode produzir\u00a0 em n\u00f3s, o efeito de um susto, que em psican\u00e1lise chamar\u00edamos de efeitotraum\u00e1tico. Contudo, ao contr\u00e1rio do que se costuma pensar, um trauma nem sempre produz efeitos destrutivos. Ferenczi, um psicanalista muito pr\u00f3ximo a Freud, falava em progress\u00f5es traum\u00e1ticas, ou seja, na capacidade de desenvolvermos potenciais adormecidos a partir de viv\u00eancias dif\u00edceis. Tudo depender\u00e1 de como seremos capazes de lidar com elas, experimentando-as como algo que nosimpulsiona e que nos faz crescer ou sucumbindo a elas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-indent: 28.35pt;\">Penso que n\u00e3o devemos ficar ref\u00e9ns da tecnoci\u00eancia. Ela \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o do Homem e deve ser colocada a seu servi\u00e7o, na inten\u00e7\u00e3o de melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida de um maior n\u00famero poss\u00edvel de pessoas. Para que isto seja poss\u00edvel, \u00e9 fundamental que possamos produzir este tempo de elabora\u00e7\u00e3o, favorecendo o debate p\u00fablico, democratizando as informa\u00e7\u00f5es e criando espa\u00e7os de discuss\u00e3o nas comunidades, nos servi\u00e7os p\u00fablicos\u00a0 hospitalares, nas escolas, etc&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">P. At\u00e9 h\u00e1 bem pouco tempo cham\u00e1vamos de \u201cprodu\u00e7\u00e3o independente\u201d \u00e0 procria\u00e7\u00e3o sem casamento.\u00a0 Em tempos da <i>barriga<\/i> <i>de aluguel<\/i> o conceito se expandiu pois nem mesmo gerar o filho no pr\u00f3prio ventre \u00e9 necess\u00e1rio.\u00a0 A rela\u00e7\u00e3o homem-mulher \u00e9 uma pr\u00e1tica ultrapassada ?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-indent: 28.35pt;\">2) A rela\u00e7\u00e3o homem-mulher nunca ser\u00e1 uma pr\u00e1tica ultrapassada. Ela se tranforma e o que poder\u00e1 vir a ser ultrapassado \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o intr\u00ednseca entre sexo e procria\u00e7\u00e3o. A revolu\u00e7\u00e3o produzida pelos anti-concepcionais abriu espa\u00e7o para a vida sexual com aus\u00eancia filhos. J\u00e1 a medicina da procria\u00e7\u00e3o retira a concep\u00e7\u00e3o do contexto er\u00f3tico para inser\u00ed-la no contexto m\u00e9dico-hospitalar.N\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1rio que haja uma rela\u00e7\u00e3o sexual para que um beb\u00ea venha ao mundo. \u00c9 um novo conceito, sem d\u00favida, que traz modifica\u00e7\u00f5es profundas nas escolhas poss\u00edveis de cada indiv\u00edduo. A reprodu\u00e7\u00e3o humana tornou-se algo muito mais pragm\u00e1tico. Em princ\u00edpio, pode-se planejar o sexo dos filhos, conceber em idade avan\u00e7ada, congelar \u00f3vulos e espermatoz\u00f3ides para alguma eventualidade futura etc&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-indent: 28.35pt;\">Do ponto de vista social, existem movimentos internacionais feministas e masculistas que apostam na possibilidade de concep\u00e7\u00e3o e gesta\u00e7\u00e3o fora do \u00fatero para solucionar antigas disputas entre homens e mulheres. Com a gesta\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio os homens estariam mais em condi\u00e7\u00f5es de reinvindicar igualdade de direitos frente a posse e guarda dos filhos e as mulheres sofreriam menor discrimina\u00e7\u00e3o diante do mercado de trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-indent: 28.35pt;\">\u00a0Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o independente, o exemplo mais radical desta autonomia \u00e9, sem d\u00favida, a clonagem, pois neste caso, suprime-se n\u00e3o apenas a rela\u00e7\u00e3o sexual, mas tamb\u00e9m qualquer participa\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas masculinas no processo. \u00c9 um caso ainda mais delicado do que a reprodu\u00e7\u00e3o em laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">P. Nas suas palestras voc\u00ea nos lembrou que algumas quest\u00f5es aparentemente in\u00e9ditas trazidas pela engenharia gen\u00e9tica j\u00e1 se anunciavam nas narrativas mitol\u00f3gicas.\u00a0 Voc\u00ea acha que aquilo que o homem de ontem fantasiava o homem contempor\u00e2neo\u00a0 realiza ?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-indent: 28.35pt;\">3) A capacidade ficcional cumpre um importante papel como fator de antecipa\u00e7\u00e3o da realidade, funcionando tamb\u00e9m como recurso para a sua elabora\u00e7\u00e3o. De fato existem muitas semelhan\u00e7as relevantes entre os relatos mitol\u00f3gicos, a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e as realiza\u00e7\u00f5es das ci\u00eancias.Podemos pensar na fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como uma forma contempor\u00e2nea de mitologia,que traz de volta e recria os mitos arcaicos atrav\u00e9s de um nova linguagem.Hoje chamamos mutantes aos seres h\u00edbridos da antiga mitologia. Nas est\u00f3rias infantis de hoje, eles s\u00e3o super-her\u00f3is e povoam o imagin\u00e1rio de nossas crian\u00e7as, para quem estas id\u00e9ias talvez n\u00e3o pare\u00e7am mais t\u00e3o absurdas, dado \u00e0 familiaridade que adquirem com estes personagens que se tornam \u00edntimos habitantes de suas inf\u00e2ncias. Mas para n\u00f3s, de uma outra gera\u00e7\u00e3o e talvez para aqueles que leram Monteiro Lobato e que em suas fantasias viajaram para a Gr\u00e9cia Antiga com Pedrinho, Narizinho e Em\u00edlia, talvez se lembrem de muitas figuras h\u00edbridas como P\u00e9gasus (o cavalo dotado de asas) e o Centauro ( que possuia tronco de homem e corpo de cavalo ) que n\u00e3o devem em nada \u00e0s criaturas produzidas hoje em laborat\u00f3rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Em v\u00e1rios mitos arcaicos sobre a cria\u00e7\u00e3o do mundo, encontramos a quest\u00e3o da gesta\u00e7\u00e3o fora do \u00fatero e da reprodu\u00e7\u00e3o com exclus\u00e3o do fator masculino como acontece no caso da clonagem. A pr\u00e1tica cient\u00edfica repete e realiza o prot\u00f3tipo da id\u00e9ia de uma mulher-m\u00e3e, matriz geradora independente. Em resumo,podemos dizer que vivemos hoje, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 velocidade dos avan\u00e7os da ci\u00eancia, uma situa\u00e7\u00e3o de emparelhamento entre os dom\u00ednios da realidade e da fantasia. Convivem atualmente, nos filmes de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que nos acostumamos a ver como proje\u00e7\u00f5es para o futuro e nos experimentos de laborat\u00f3rios, situa\u00e7\u00f5es absolutamente id\u00eanticas, emparelhadas no tempo, de maneira que fica parecendo aos nossos olhos incr\u00e9dulos, que a realidade n\u00e3o passa de obra de fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-indent: 0in;\">Diante das tecnoci\u00eancias as pessoas costumam ter uma sensa\u00e7\u00e3o de fasc\u00ednio e reverencia, ou de p\u00e2nico \u2013 como se a criatura amea\u00e7asse o criador e escapasse ao seu controle.\u00a0 Na sua opini\u00e3o, de que forma estas novas aquisi\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia interferem sobre a forma do homem contempor\u00e2neo ver a si pr\u00f3prio e conceber o seu futuro ?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-indent: 28.35pt;\">4)As\u00a0 novas aquisi\u00e7\u00f5es da ci\u00eancia vem\u00a0 desfazendo as fronteiras entre o humano, o divino e o animal, trazendo novos elementos para pensarmos quem somos. As descobertas da etologia mostram que muitas esp\u00e9cies de animais s\u00e3o dotadas de algum tipo de linguagem e de racioc\u00ednio. Os estudos gen\u00e9ticos apontam para uma semelhan\u00e7a de 98% entre nosso patrim\u00f4nio gen\u00e9tico e o de nosso primo Chimpanz\u00e9, apunhalando em cheio nosso narcisismo antropoc\u00eantrico. Isto nos abre a perspectiva de sermos mais humildes. Por outro lado, temos agora esta responsabilidade at\u00e9 ent\u00e3o ao encargo dos deuses. Podemos recriar a vida, manipulando nossa idealizada forma humana, concebida \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a de Deus. Podemos roubar o fogo dos c\u00e9us, como fez Prometeu,pois a luz que brilha nas estrelas tem origem nos mesmos processos nucleares realizados nos reatores aqui da terra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-indent: 28.35pt;\">O divino se faz de uma mistura de fasc\u00ednio, rever\u00eancia e medo. A natureza sempre foi considerada como algo divino e intoc\u00e1vel. Qualquer interven\u00e7\u00e3o sobre ela costuma ser considerada como um pecado irrepar\u00e1vel. Assim, temos correntes de pensamento que se fundam na id\u00e9ia de sacralidade da vida, provocando uma rea\u00e7\u00e3o de medo e o desejo de proibir. Outra postura, igualmente comum, faz um elogio cego da t\u00e9cnica dentro de uma perspectiva de progresso a qualquer pre\u00e7o, promovendo uma exacerba\u00e7\u00e3o da vaidade e orgulho do Homem diante de seus feitos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoBodyText\" style=\"text-indent: 28.35pt;\">Neste campo onde jogam o homem e suas cria\u00e7\u00f5es, se retornarmos aos mitos,podemos observar que as rela\u00e7\u00f5es entre Homem e Deus, entre Criador e Criatura sempre foram marcadas por rivalidade e competi\u00e7\u00e3o. Por isto n\u00e3o me agradam as met\u00e9foras utilizadas pela m\u00eddia para falar dos trabalhos que hoje se realizam, especialmente aqueles ligados \u00e0 engenharia gen\u00e9tica e \u00e0 manipula\u00e7\u00e3o da vida.<i>Homens querendo roubar o lugar de Deus<\/i>. Estas met\u00e1foras s\u00e3o reveladoras de uma leitura do mundo que encarna esta \u00f3tica competitiva. Um dos grandes desafios do Homem contempor\u00e2neo na constru\u00e7\u00e3o de uma \u00e9tica para o futuro, consiste em reverter esta l\u00f3gica competitiva e assumir uma postura solid\u00e1ria e respons\u00e1vel, na constru\u00e7\u00e3o de um mundo melhor e mais fraterno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-indent: 28.35pt;\">Freud dizia que, onde quer que tenha chegado um homem de ci\u00eancia, l\u00e1 j\u00e1 havia estado antes um artista. Neste sentido,O Frankenstein\u00a0 de Mary Shelley nos ensina muito sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o criador e a criatura. Neste conto magn\u00edfico, h\u00e1 uma divis\u00e3o marcada entre ci\u00eancia e \u00e9tica, que ficam encarnadas por dois personagens, dois j\u00f3vens amigos insepar\u00e1veis, que s\u00e3o afastados pelos anseios mercantilistas do pai de um deles, justamente aquele que se interessava por quest\u00f5es ligadas \u00e0 \u00e9tica. Entregue a si mesmo, o outro j\u00f3vem, um cientista apaixonado, produz sua criatura monstruosa, para em seguida, abandon\u00e1-la. Estes tr\u00eas ingredientes, ci\u00eancia, \u00e9tica e l\u00f3gica mercantilista est\u00e3o entrela\u00e7ados em nossa cultura e quando a ci\u00eancia se separa da \u00e9tica, corre o risco de sucumbir aos anseios do polo comercial.\u00a0 O j\u00f3vem cientista de Mary Shelley, privado de sua consci\u00eancia moral, comete pelo menos uma falha imperdo\u00e1vel: n\u00e3o assumir a responsabilidade de sua cria\u00e7\u00e3o. Ao abandon\u00e1-la, ao n\u00e3o reconhec\u00ea-la, ele a reduz a uma criatura monstruosa, gerando entre ambos um conflito inconcili\u00e1vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-indent: 0in;\">N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel nem desej\u00e1vel tentar deter os avan\u00e7os da ci\u00eancia, mas sim acompanhar criticamente suas produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Psican\u00e1lise no Cotidiano da Vida &nbsp; &nbsp; &nbsp; Entrevista : Tereza Mendon\u00e7a Estarque &nbsp; Psicanalista, Mestre em Psicologia PUC Rio &nbsp; Doutora em Ci\u00eancias Sociais PUCSP &nbsp; Presidente do Instituto de Estudos da Complexidade &nbsp; Por Carlos Leal &nbsp; &nbsp; A nossa entrevistada de hoje esteve em Nova Friburgo dia 31 de maio participando [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-98","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-textos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/iecomplex.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/iecomplex.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/iecomplex.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iecomplex.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/iecomplex.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=98"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/iecomplex.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":804,"href":"https:\/\/iecomplex.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/98\/revisions\/804"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/iecomplex.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=98"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/iecomplex.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=98"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/iecomplex.com.br\/es\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=98"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}